Inflação oficial ganha força no início de 2018 e fica em 0,39%, indica prévia

jan 23 • Agricultura, Todas as Notícias • 365 Visualizações • Nenhum comentário em Inflação oficial ganha força no início de 2018 e fica em 0,39%, indica prévia

O Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial, iniciou 2018 em alta, passando de 0,35% em dezembro de 2017 para 0,39%, em janeiro deste ano.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa é a segunda menor taxa para um mês de janeiro desde 1994. Em janeiro de 2017, o índice havia chegado a 0,31%.
Em 12 meses, o IPCA-15 variou 3,02%, acima dos 2,94% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Foram os preços dos alimentos e das bebidas que puxaram a alta do IPCA-15 em janeiro. De uma queda de 0,02%, a variação passou para um aumento de 0,76%. Influenciaram os preços de alimentos consumidos em casa (0,97%), tomate (19,58%), batata-inglesa (11,70%), frutas (4,39%) e carnes (1,53%).
Entre os grupos de despesas que entram no cálculo do IPCA-15, o de transportes apresentou o resultado mais elevado. Apesar de ser o mais alto, o índice registrou desaceleração de dezembro para janeiro, de 1,16% para 0,86%, e não foi a maior influência na prévia da inflação porque tem peso menor do que os alimentos.
Os preços dos combustíveis subiram 2,54%, com destaque para a gasolina, que ficou, em média, 2,36% mais cara, refletindo, nas bombas, os reajustes autorizados pela Petrobras, nas refinarias, que totalizaram 2,75% no período de coleta do IPCA-15.
Também subiram os preços de etanol (3,86%) e tarifas dos ônibus urbanos (0,43%) e intermunicipais (0,94%).
As variações dos outros grupos foram as seguintes:
Habitação: de 0,43% para -0,41%
Artigos de Residência: de -0,27% para 0,06%
Vestuário: de 0,32% para 0,36%
Transportes: de 1,16% para 0,86%
Saúde e Cuidados Pessoais: de 0,27% para 0,41%
Despesas Pessoais: de 0,44% para 0,19%
Educação: de 0,03% para 0,28%
Comunicação: de -0,26% para 0,08%
Índices regionais
O mais elevado partiu das regiões metropolitanas de São Paulo e Curitiba (0,52%) onde se destacaram os preços da gasolina. O menor índice foi o de Belém (-0,06%) sob influência das quedas de 7,54% nas tarifas de energia elétrica e de 9,40% na passagem aérea.

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