Dona Umbelina e Nicole, histórias de vida e morte entre os milhares de Rondonienses afetados pelo Corona Vírus

jun 4 • Destaque, Todas as Notícias • 55 Visualizações • Nenhum comentário em Dona Umbelina e Nicole, histórias de vida e morte entre os milhares de Rondonienses afetados pelo Corona Vírus

Histórias para se chorar de tristeza. Histórias para se chorar de alegria. As lágrimas de dor vão para os mais de 160 rondonienses que já perderam a vida, a grande maioria de Porto Velho. Já superou o número de 110 os porto velhenses derrotados pela terrível Covid 19, a doença que nos assolou de surpresa e que está causando pânico em toda a Humanidade. São dezenas de famílias que passaram a viver na dor e nas lágrimas, por terem perdido tantos entes queridos. As lágrimas de alegria, depois do pânico, vão para os cerca de 2.400 doentes que, alguns ajudados apenas pelo próprio organismo, mas outros salvos pela dedicação e amor dos médicos, enfermeiros e todos os profissionais de saúde, que, no final, saíram vivos, mesmo depois de contaminados pelo vírus que está nos apavorando. O correto seria se prestar homenagem individual a cada um desses queridos personagens que se foram, a grande maioria de idosos. Mas vamos buscar, numa vida jovem perdida, a simbologia de toda nossa dor. No auge da sua juventude, inteligente, cercada de familiares e amigos, atleta, Nicole Sussuarana da Silva tinha apenas 19 anos. Conseguia conviver com a diabetes, que tinha desde criança, graças aos cuidados que a cercavam. Ela fazia parte do grupo de risco e, apesar de toda a luta, de todo seu vigor, de todo o esforço dos médicos e dos melhores medicamentos possíveis, ela morreu depois de 24 dias internada numa UTI. Levou consigo todo o amor que a cercava e, certamente, deixou os corações de todos os rondonienses lavados de lágrimas.

O outro lado da moeda, pode ser representado por uma vida milagrosamente salva. Aos 88 anos, dona Umbelina Soares, aos 88 anos, foi internada às pressas no Hospital de Cacoal, com sintomas da doença e pouca esperança de superá-la. Transferida para Ji-Paraná, ela ficou 13 dias no hospital e saiu de lá curada, feliz, abanando e saudando médicos e enfermeiros que a aplaudiam, enquanto ela pulava da cama hospitalar para voltar à sua casa. Foi um momento especial, que emocionou a todos, merecendo mensagens efusivas, tanto do secretário de saúde, Fernando Máximo quanto do governador Marcos Rocha, não só pelo restabelecimento dela, mas em homenagem a todos os que a ajudaram a salvar sua vida. Nicole e dona Umbelina são duas histórias humanas, uma trágica e lamentável; outra alegre e monte de comemorações. As duas representam o que é a nossa vida. Viemos, cumprimos nossa missão e vamos embora. Nicole foi cedo demais, como tantos outros rondonienses. Dona Umbelina continua aqui, representando os milhares de rondonienses que vão se livrar dessa praga. São duas gerações, representando todos os que, de uma forma ou outra, estão sendo atingidos por uma das mais terríveis pandemias que o mundo já assistiu. Torçamos que tudo passe logo e que não precisemos mais chorar pela morte de ninguém. Que só comemoremos a vida! Fonte > Tudo Rondônia

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