Operação da Polícia Civil prende ex-comandante da PM de Urupá, armas e munição

dez 11 • Destaque • 116 Visualizações • Nenhum comentário em Operação da Polícia Civil prende ex-comandante da PM de Urupá, armas e munição

A Polícia Civil realizou neste sábado a Operação Terra legal, para cumprir mandados de busca e apreensão no município de Urupá em ação de combate a milícia armada acusada de promover conflito agrário, e que estaria aterrorizando os assentamentos Padre Ezequiel em Mirante da Serra e Margarida Alves, em Nova União, realizando espancamento, cárcere privado e ameaças.

A operação foi coordenada pelos delegados Roberto dos Santos da Silva, Júlio Cezar Ferreira, de Ouro Preto, Willian Sanches, de Alvorada do Oeste, e contou com policiais civis de Ouro Preto, Mirante da Serra, Urupá e Ji-Paraná.

Na ação, foi apreendido um arsenal de armamento de grosso calibre, farta munição. Foram presos o ex-comandante da PM de Urupá e de Alto Paraíso, o sargento da Reserva Reinaldo R. Rocha e os filhos Reinaldo Rocha Júnior, Isac Manoel Rocha e Lucas Emanoel Rocha, levados para a Delegacia Civil de Ouro Preto do Oeste. O proprietário do sitio onde estavam as armas também foi preso.

Na relação do armamento apreendido consta 1 fuzil 762, 2 espingardas calibre 12 com repetição de até sete tiros, similar à que é usada pela polícia rondoniense, 01 carabina calibre 44, 1 carabina calibre 38 de cinco disparos, muita munição, inclusive balas com numeração da Secretaria de Segurança Pública (Sesdec). Também foram apreendidos no sitio quatro motosserras e ferramentas de uso rural.

Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram expedidos pelo juiz criminal Haruo Mizusaki, da comarca de Ouro Preto do Oeste, com base na investigação que apura os crimes cometidos pelo bando que seria coordenado pelo sargento aposentado que é acusado de4 vários crimes na região e no assentamento de Mirante da Serra, inclusive de ter atirado contra viatura da polícia em operação recente.

Os delegados afirmaram que o ex-comandante é o principal alvo da operação. O grupo é acusado de vários crimes, como espancamento de um agricultor recentemente numa vila agrícola do assentamento e de estar ameaçando de morte o presidente de uma associação que ganhou do Incra o direito de fazer Plano de Manejo e explorar racionalmente as reservas do assentamento.

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