Santo Antonio Energia vai pedir aporte a acionistas para saldar dívidas

set 3 • Destaque • 667 Visualizações • Nenhum comentário em Santo Antonio Energia vai pedir aporte a acionistas para saldar dívidas

O presidente da Santo Antonio Energia (SAE), Eduardo de Melo Pinto, negou, na tarde desta quarta-feira (3), a informação divulgada pela manhã de que os acionistas da concessionária vão injetar R$ 1,95 bilhão para resgatar a usina, instalada no Rio Madeira, em Porto Velho. Eduardo informou que o aporte para saldar as dívidas da companhia ainda será discutido em assembleia extraordinária na próxima sexta-feira (5), na sede da empresa, em São Paulo. Segundo o presidente da SAE, não há um valor definido para o investimento a ser feito, mas o aporte máximo pode chegar a R$ 4,2 bilhões.

A companhia é cobrada em R$ 860 milhões pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), por ter descumprido o compromisso de gerar o equivalente a 99,5% de energia por hora. A usina tem atingido 91% hora de energia. Se o valor não for depositado até o próximo dia 8 de setembro, a concessionária pode perder a licença de operação. A presidência da usina alega que o percentual não pode ser cobrado, já que apenas 31 turbinas, do total de 55, estão em operação.

 

Duas liminares estão correndo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), com o pedido de suspensão das obrigações financeiras da companhia por 63 dias, que é a quantidade de dias que a usina ficou parada por conta de greves dos trabalhadores, e do fator de disponibilidade da geração de 99,5% hora de energia.

Os cinco acionistas da SAE – Odebrecht Energia, Cemig, Eletrobras Furnas, Andrade Gutierrez e Caixa FIP Amazônia Energia – foram convocados para a assembleia extraordinária de sexta.

Paralisação das obras
Além da dívida com a CCEE, a Santo Antonio Energia enfrenta problemas com o consórcio construtor, que anunciou, na terça-feira (2) o início de um plano de desmobilização no canteiro de obras. Em nota, o consórcio disse que não está recebendo os pagamentos pelo serviços executados pela empreiteira e que “já vem suportando o ônus financeiro de inadimplementos anteriores da SAE”.

 

Fonte:G1

 

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