Acontece primeiro casamento homoafetivo em Rolim de Moura

out 18 • Geral • 1183 Visualizações • Nenhum comentário em Acontece primeiro casamento homoafetivo em Rolim de Moura

A cada decisão judicial sobre o assunto crescia a esperança de oficializar a união

 

Pela primeira vez na história de Rolim de Moura, um casal homoafetivo oficializou sua união em um cartório da cidade. O casamento foi realizado no final de setembro, reunindo amigos, parentes e convidados do técnico judiciário Robinson Barbosa de Andrade e do pedreiro Valdecir Rodrigues. Mesmo morando juntos havia quatro anos, a decisão de colocar no papel a relação só foi possível após mudanças na Legislação e um entendimento do Supremo Tribunal Federal.

Em entrevista recente à imprensa, Robinson disse que a espera foi longa. A cada decisão judicial sobre o assunto crescia a esperança de oficializar a união, que agora é equiparada ao casamento heterossexual.

“Quando saiu na imprensa que nenhum cartório do país poderia recusar o pedido de casais do mesmo sexo foi que decidimos ir em busca dos nossos direitos. Esperamos a data mais apropriada e no dia 25 de setembro deste ano conseguimos realizar”, explicou.

Valdecir comentou ainda que no dia do casamento, muito curiosos paravam para ver aquele momento em frente ao cartório. Como qualquer cerimônia civil, foram muitas fotos, momentos com os amigos, com os padrinhos e com a família. “As pessoas passavam e quase quebravam o pescoço, vendo dois homens ali tirando fotos em pose de noivos. Chegava a ser engraçado. Muita gente sabia que éramos um casal, mas quando casamos muita gente se chocou”, contou.

Sobre o preconceito, ambos dizem que nunca vivenciaram de fato ações contrárias à essa orientação sexual. Por conta da personalidade do casal, poucos tocam no assunto. Mesmo assim, dizem ter conhecimento da opinião das pessoas. Maria de Andrade Barbosa, mãe de Robinson, diz que no início, quando teve conhecimento da homossexualidade do filho, acabou levando um choque. Aos poucos aceitou o relacionamento e acompanha de perto o casal.

“Eu morava em São Miguel na época e eu fiquei chocada quando fiquei sabendo. Minha filha já sabia e aos poucos fui aceitando. Eu acabei percebendo que não era uma opção dele, mas que ele era assim. Ele não era o primeiro e nem seria o último a ter essa orientação sexual. Ele é um filho muito amado e eu respeito isso nele. Me dou muito bem com o Valdecir também e espero que sejam muito felizes”, argumenta a dona de casa.

“Se você encontra a pessoa certa, que você ama, independente da orientação sexual, que quer compromisso sério, acredito que vale a pena. Casar no civil, como qualquer outra pessoa, é uma grande conquista não só nossa, mas de toda a sociedade”, complementou Robinson.

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