Cheia em Porto Velho deixa 50 mil pessoas sob risco de contrair doenças

mar 12 • Destaque, Geral • 1687 Visualizações • Nenhum comentário em Cheia em Porto Velho deixa 50 mil pessoas sob risco de contrair doenças

Cinquenta mil pessoas em Porto velho estão sujeitas a doenças tropicais em decorrência  da cheia histórica que já atingiu mais de 2,5 mil famílias em Rondônia. A informação é confirmada pela Sala de Gerenciamento de Crise, montada na sede do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e que agrega vários representantes dos governos, Aeronáutica, Exército e Força Nacional.  Pelos cálculos da Defesa Civil Municipal, 8,57% da população da cidade corre riscos por habitar em regiões endêmicas, considerando a população total da capital (428.527) revelada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estarísticas (IBGE) em 2013. O nível histórico do Rio Madeira ultrapassa em mais de um metro o último registro de enchente com grandes consequências, em 1997, de 17,52 metros. Neste segunda-feira (10), a cota atingiu o nível de 19 metros, de acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA)

“Estamos num momento de guerra. É um dado assustador, realmente. Os distritos afetados também estão em risco. Temos somente na capital 12 grandes bairros submersos. Coletas da água nesses locais confirmaram a prevalência de coliformes fecais e outras impurezas. A população precisa fazer exames com urgência”, declarou o secretário municipal de Saúde, Domingo Sávio.

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Sul de Porto Velho confirmou 200 casos de diarreias somente entre sábado (8) e domingo (9). “As privadas de fossas sépticas e os poços amazonicos [popularmente conhecidos como cacimbas] foram arrancados pelas águas e boiam. Os dejetos humanos e todo o lixo doméstico jogado de qualquer jeito à margem de ruas aumentam o perigo. Animais domésticos, que morrem e não são capturados, agravam a infestação de vetores que causam viroses e enfermidades mais sérias”, afirmou o secretário.

Um plano de contingência será apresentado nesta terça-feira (11) ao prefeito da cidade. “A primeira orientação é que as pessoas que habitam ou habitavam essas regiões se dirijam às unidades de saúde mais próximas”, informou Domingo Sávio. Ele não acredita em contaminação em outras regiões não atingidas pela cheia. Esta possibilidade, diz o secretário, poderá se concretizar no caso de a rede mantida pelo Estado, que abastece os bairros com água tratada, sofrer rompimentos nos dutos e encanamentos.

As unidades de referência para atendimento são as UPA´s das Zonas Leste e Sul e os centros de saúde Ana Adelaide e José Adelino. A Secretaria Municipal de Saúde mantém visitas diárias aos 43 abrigos públicos. As equipes multidisciplinares são compostas por médico, enfermeiro, técnico e auxiliar em enfermagem.

Os bairros sob risco listados são: Nacional, Tucumanzal, Areal, Mucambo, Baixa da União, Triângulo, Belmont, São Sebastião I, São Sebastião II, Balsa e Nova Esperança.

 

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