Hotéis de Guajará-Mirim, RO, estão praticamente vazios, diz empresária

fev 15 • Geral • 1744 Visualizações • Nenhum comentário em Hotéis de Guajará-Mirim, RO, estão praticamente vazios, diz empresária

Desde quarta-feira (12) Guajará-Mirim (RO) vive uma situação de tensão. Com a cidade isolada desde que o acesso na rodovia 425 foi fechado por conta da cheia do Rio Araras, o comércio local já sofre racionamento de produtos e prejuízos. Além da falta de combustíveis e do baixo estoque de água mineral, hotéis estão vazios porque os turistas que deveriam chegar à cidade não conseguem atravessar o trecho alagado.

Os hotéis estão praticamente vazios. “Desde quarta feira que estamos somente com os hóspedes que não conseguiram atravessar a ponte. Hoje, sexta-feira, era pra estar com 100% de ocupação e só estamos com 30%. Comprei algumas coisas para abastecer o hotel, mas os perecíveis não tenho como estocar. Estou preocupada com a situação. Além do lado financeiro, tem a saúde. Ficamos isolados e aqui não tem recurso imediato”, desabafa Itamar Araújo Silva, proprietária de uma pousada em Guajará-Mirim.

A empresa de transporte de passageiros que seguem para a Bolívia pelo Rio Mamoré já calcula os prejuízos. Normalmente, cerca de 1,2 mil pessoas atravessam para a fronteira para trabalhar, estudar e fazer compras. Milton Luis Andrade Junior, gerente administrativo do Sindicato de Navegação (Sindnav), conta que o fluxo de pessoas diminuiu. Por conta disso, barcos e gasolina estão sendo racionados. “A gasolina que conseguimos estocar só é suficiente para mais três dias. Estamos gastando 270 litros. Normalmente são 400 litros gastos. Geralmente trabalhamos com oito barcos, mas hoje estamos atravessando o rio com  apenas um barco com  25 lugares, mais econômico e mais lento, para atravessar cerca de oitocentas pessoas por dia. Pedimos colaboração das pessoas para entender que a demora para lotar é para contornar essa situação”, afirma

Taxistas também se sentem apreensivos. Com pontos de táxis lotados, ficam à espera de uma solução rápida. Raimundo Mazarope, motorista, acredita que a solução é a união de Estado, empresários e população. “Os taxistas estão tentando sobreviver, mas não tem estrada normal pra isso. Uns estão indo, mas danificando os carros. Estão cobrando a mais, porque tem que cobrar mesmo, porque é muito risco. Os brasileiros tem esperança todos os dias. Se todos se unirem, talvez seja possível trazer balsas na região da Pedreira e do Ribeirão [na ponte sobre o Rio Araras] para os carros e as carretas com combustível e alimentos trafegarem normalmente para Guajará”, conta Mazarope.

Segundo a Marinha, a região onde está localizada a ponte sobre o Rio Araras tem a situação mais preocupante. Nenhum veículo passa pelo local. Em Guajará, a cheia ainda não é considerada um problema, pois o Rio Mamoré, que passa pela cidade, tem marca de 10,50 metros e ainda é considerado normal.

 

Fonte:G1

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