Rio Madeira registra 19 metros e mais famílias devem ser removidas em RO

mar 9 • Destaque, Notícias • 2152 Visualizações • Nenhum comentário em Rio Madeira registra 19 metros e mais famílias devem ser removidas em RO

O Rio Madeira atingiu 19 metros na manhã deste domingo (9), segundo a aferição da Agência Nacional de Águas (ANA), o que representa um aumento de mais de 2,7 metros, registrados no dia 6 de fevereiro. A Defesa Civil Estadual informa que a equipe está fazendo vistorias em áreas que podem ter sido atingidas para retirar mais famílias e levá-las para abrigos. No total, mais de 10,5 mil pessoas tiveram que deixar suas casas porque foram atingidas pela cheia histórica do Rio Madeira, em Rondônia.

De acordo com o tenente coronel Demargli da Costa Farias, da Defesa Civil Estadual, que acompanha o comportamento do rio, a cota histórica pode começar a estabilizar quando atingir 19,20 metros. “Não temos como ter certeza, afinal, a natureza está nos surpreendendo. Estamos numa situação de excepcionalidade muito grande”, afirma Farias.

No início de fevereiro, quando o prefeito Mauro Nazif anunciou que esta seria a maior enchente dos últimos 50 anos, o Madeira registrava 16,28 metros. Ao chegar a cota de 19 metros neste domingo, o Madeira está 2,3 metros acima do nível de alerta – 16,68 metros – explica a Defesa Civil. O nível histórico ultrapassa em mais de um metro o último registro de enchente com grandes consequências, em 1997, de 17,52 metros.

 

enchentes01Assistência aos atingidos
De acordo com a Defesa Civil, mesmo que haja mais famílias atingidas pela cheia histórica do Rio Madeira, a fase de assistência continua e de forma intensificada. Segundo o coronel Farias, todas as famílias que foram levadas para abrigos recebem cestas básicas, água mineral e atendimento médico. “Esse cenário de rio subindo deve continuar até o final de março. Teremos oscilações para mais e para menos, mas a nossa atividade não para”, diz.

Farias ressalta que durante uma reunião realizada na manhã deste domingo, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) comprometeu-se a realizar um fumacê em vários bairros de Porto Velho, principalmente naqueles que tem maior incidência de mosquitos transmissor da dengue. “Indiretamente somos todos atingidos pela cheia do Rio Madeira”, enfatiza o tenente coronel.

 

 

Pelo interior
O constante aumento do nível do Rio Madeira tem atingido vários municípios de Rondônia. Em Candeias do Jamari, metade das estradas rurais foram afetadas. Nova Mamoré e Guajará-Mirim continuam ilhadas por conta do transbordamento do rios Araras e Ribeirão, que cobriu parte da BR-425. Uma rota alternativa, em situação precária, está sendo utilizada.

Nos distritos de Porto Velho, localizados no Baixo e Médio Madeira, várias famílias foram atingidas. Em São Carlos todas as famílias foram retiradas e levadas para locais seguros em Calama e Porto Velho.

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Jacy-Paraná, distrito de Porto Velho distante cerca de 100 quilômetros, já tem muitas casas atingidas pela cheia histórica do Rio Madeira. Segundo a Defesa Civil Municipal, a situação pode se agravar, com o aumento do volume da água.

Em quatro pontos alagados da BR-364, pelo menos 14 empresas de guinchos disputam a travessia de veículos em 230 quilômetros entre Porto Velho e o distrito Abunã, sentido Acre. O preço do serviço pode chegar a R$ 200 por trecho. Caminhões de carga se arriscam na travessia de lâminas de água que chegam a 80 centímetros acima do asfalto.

Na região da Ponta do Abunã, onde fica o atracadouro das balsas que fazem a travessia para o estado do Acre, o maior problema é a estrada inundada, diz a Defesa Civil Municipal. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) indicam que, na sexta-feira (7), havia uma fila de oito mil metros formada por veículos pesados estacionados à margem direita da BR-364. Os caminhoneiros aguardavam a normalização da travessia sobre o Rio Abunã. O atracadouro alternativo e emergencial feito pelo Dnit não funciona como esperado.

A cada embarque, o solo afunda e fica desnivelado, impossibilitando a aproximação segura da balsa. “Estou aqui há quatro dias. A fila não anda”, reclama o caminhoneiro Joafran Mendonça.  Um temporal na noite de quinta (6) obrigou as máquinas a refazerem a obra, com a raspagem do barro que havia sido jogado no local e a inclusão de britas no acesso de apenas 60 metros.

 

Fonte:G1

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