Tenente bombeiro é condenado a dez anos de prisão e perde cargo, em RO

out 22 • Notícias • 988 Visualizações • Nenhum comentário em Tenente bombeiro é condenado a dez anos de prisão e perde cargo, em RO

O tenente bombeiro militar Douglas Samuel de Araújo foi condenado, na última semana, a dez anos de reclusão por tortura seguida de morte. A vítima foi o aluno do curso de formação para bombeiros, Aussiner Dutra, que morreu durante o treinamento, em janeiro de 2013.

De acordo com o processo, Douglas Samuel perderá o cargo de tenente e não poderá assumir outro cargo no Corpo de Bombeiros, pelo dobro do prazo da pena aplicada.

Aussiner era de Ariquemes (RO) e estava em Porto Velho cursando a capacitação, quando morreu afogado, após intensos treinamentos dentro da piscina de uma escola.

Inicialmente a morte por afogamento foi apontada como acidental.
Entenda o caso:

Após receber denúncia da Associação dos Praças e Familiares da Polícia e Bombeiro Militar do Estado de Rondônia (Assfapom), de que a morte de Aussiner teria ocorrido devido a abusos cometidos por coordenadores do curso, a 20ª Promotoria de Justiça do Ministério Público de Rondônia começou a apurar o caso.

O presidente da Assfapom, Jesuíno Boabaid, disse que a associação abriu uma investigação por conta própria e que testemunhas que presenciaram o fato, relataram os abusos por parte do coordenador do curso.

Aussiner e os demais companheiros de curso estariam realizando exercícios dentro da piscina, por cerca de três horas. Às 13h, o grupo teria sido liberado por um auxiliar, mas receberam o comando do coordenador do curso para que continuassem dentro da piscina, realizando novos exercícios.

Segundo o presidente da Assfapom, a vítima apresentava sinais de cansaço, assim como outro colega. “Neste momento,  o tenente ordenou que ninguém tocasse neles, que eles teriam que se virar sozinhos. Um conseguiu alcançar a borda da piscina, mas o Aussiner afundou”, relata Jesuíno.

Os dois alunos chegaram a receber atendimento médico, mas a vítima já teria sido retirada da piscina desacordada. “Tentaram reanimar, mas ele não resistiu, já tinha engolido muita água”, conta Boabaid.

Na ocasião, a corporação informou que o aluno teria sido vítima de um mal súbito, mas no atestado de óbito  a morte foi registrada como “afogamento acidental”.

Publicações Relacionadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

« »