VITRINE EMPRESARIAL: Conheça o empreendedor que faz ternos para executivos e artistas

nov 24 • Vitrine empresarial • 571 Visualizações • Nenhum comentário em VITRINE EMPRESARIAL: Conheça o empreendedor que faz ternos para executivos e artistas

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Antes se tornar um dos alfaiates mais conhecidos do Brasil, o paulistano Alexandre Won, 34 anos, até tentou seguir os passos do pai no mundo empresarial, mas foi o lado artístico da mãe estilista que marcou o jovem. Largou o curso de direito, saiu de casa e foi se arriscar na moda. Montou seu ateliê e hoje é um dos maiores nomes do mercado de alfaiatarias, atendendo clientes como Roberto Justus e Bruno Setubal e cobrando, no mínimo, R$ 6,9 mil por suas confecções.

“O mundo da moda sempre esteve muito presente na minha vida. Eu cresci nesse meio e sempre tive um olhar apurado para me vestir”, afirma Won. Quando o filho de coreanos começou a frequentar os escritórios de advocacia, onde o traje social é considerado  um “uniforme”, notou que poucas roupas realmente satisfaziam suas expectativas.

“Eu sempre tive uma grande facilidade em desenhar e enxergar proporções. Como minha mãe era modelista, comecei a fazer minhas próprias roupas, na tentativa e erro mesmo.” No entanto, não foi uma decisão fácil abraçar esse lado artístico – Won afirma que sofreu muito preconceito dentro da família. “A velha ideia de que trabalhar com arte não daria dinheiro”, diz.

Decidido a continuar desenhando e produzindom, Won largou o curso de direito. A decisão resultou numa briga com a família. “Eu fui embora de casa. O direito não era a minha praia. Mas foi bem difícil começar do nada, sem o apoio de ninguém, zero estrutura e sem entender nada do mercado.”

Ateliê

Mesmo assim, Won investiu todas as suas economias e contou com o apoio de fornecedores para abrir seu primeiro ateliê, que tinha como clientes os seus amigos mais próximos. “Enxerguei uma oportunidade. Acho importante entender que cada cliente tem um corpo, um comportamento de andar e uma série de características únicas. E é isso que quero passar nas minhas roupas.”

ALFAIATE01No começo da empresa o empreendedor fez de tudo, trabalhando nos setores de finanças, modelagens e fornecimento da empresa. “Eu só tinha uma costureira. Mas foi importante passar por todos os processos e etapas. Hoje sei que posso ficar desfalcado de funcionários, porque consigo substituí-los sem problema nenhum.”

Mas, segundo o empreendedor, seu negócio só começou a ganhar corpo há cinco anos, quando o ateliê começou a ser reconhecido pelo público de classe alta. “Foi muito no boca a boca. Eu sempre tive amigos que circulavam na alta sociedade que utilizavam as minhas roupas.”

Um ponto que considera importante para a trajetória da empresa foi quando o empresário Roberto Justus aderiu aos trajes do ateliê Alexandre Won. “Trouxe muita credibilidade para a minha marca. Já que ele é conhecido por utilizar produtos de alta qualidade”, afirma.

Expansão

Hoje, já consolidado no mercado, Won cobra, no mínimo, R$ 6900 por traje completo. Won afirma que utiliza o conceito bespoke (personalizado, feito sob medida) a risca: só atende seus clientes com hora marcada e as conversas iniciais podem durar até duas horas. Segundo o alfaiate, essa é uma forma dele entender o que o seu cliente busca.

Nas produções, ele mesmo tira as medidas, desenha, faz a modelagem e coordena a produção – a entrega de um terno pode demorar até quatro meses. Mas pensando em uma forma de aumentar a escala da sua produção e expandir o conceito da alfaiataria para mais pessoas, o empreendedor desenvolveu dois novos projetos.

No ano passado investiu na criação de uma fábrica que atende empresas interessadas na terceirização dos seus produtos, com capacidade de produzir 50 ternos por dia. Outro projeto encabeçado por Won foi a nova marca Bespoke AW, um serviço de agendamento online que leva consultores até a casa dos clientes para a realização dos atendimentos.

Fonte: PEGN

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