Adelino Follador preside audiência para falar da distribuição de mudas de café

abr 28 • Política, Todas as Notícias • 260 Visualizações • Nenhum comentário em Adelino Follador preside audiência para falar da distribuição de mudas de café

A Assembleia Legislativa realizou, nesta quinta-feira (27), Audiência Pública presidida por Adelino Follador (DEM) para tratar sobre a distribuição das mudas de café em Rondônia. Estiveram presentes autoridades da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), da Agência Nacional de Defesa Sanitária Agrossilvopastoril (Idaron), da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) e da Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Durante o encontro, foram disponibilizados vinte minutos para cada órgão pontuar suas maiores dificuldades em relação a fiscalização, compra e distribuição dos produtos. De acordo com Adelino, a reunião serviu para esclarecer tanto os problemas provindos do Governo quanto dos viveiristas e produtores sobre o assunto. “É o momento de organizar e cuidar dessa questão, pois a distribuição das mudas é essencial para o crescimento econômico de Rondônia, levando em consideração que nossa base financeira é o agronegócio”, afirmou.

O técnico da Seagri, Anitoã Francisco Figueiredo ressaltou os feitos da secretaria nos últimos seis anos. “Nós temos nos empenhado em acolher as demandas que surgem na área de agricultura do Estado e temos tido um retorno positivo dos produtores e viveiristas”, afirmou. O técnico informou, também, que o governo, nos períodos de 2016 e 2017, adquiriu quase um milhão de mudas, sendo a mesma quantidade empenhada. “A Seagri também tem o planejamento de adquirir mais de duzentas mil mudas para este e o próximo ano”, completou.

Anitoã também falou sobre a forma como são feitos os Termos de Referência e ressaltou que, para as próximas emissões, a Seagri tem o planejamento de acrescentar como critério o mínimo de cinco clones propriamente identificados do viveiro e também dar ao viveirista a responsabilidade pelo embarque das mudas identificando cada clone.

A representante da Idaron, Rachel da Silva, destacou algumas dificuldades que o órgão possui como a adequação da produção de mudas, a falta de assistência técnica ao cafeicultor e a grande demanda na emissão de documentos. “São pontos difíceis de mudar no momento. Nosso maior problema quanto a assistência e a emissão de documentos é a falta de servidores na Agência”, afirmou.

Segundo ela, apesar destas dificuldades houve um aumento no número de cadastros de viveiros e no total de mudas produzidas, sendo os maiores números em Nova Brasilândia, Rolim de Moura, Alto Alegre e Alta Floresta D’Oeste. “Foram mais de 13 milhões de mudas produzidas declaradas, sendo que apenas 5% desse valor foram de plantas contaminadas”, ressaltou Rachel.

O técnico representante da Embrapa, Rodrigo Rocha, usou os vinte minutos para apresentar o projeto da Rede Estadual de Avaliação de Clones em Rondônia, uma ideia que já vem sendo discutida com os órgãos competentes e tem como objetivo melhorar as pesquisas relacionadas ao café clonal.

“Nós teríamos cinco localidades para plantar e monitorar, em um período de quatro anos, diferentes tipos de café clonal cultivados por diferentes viveiristas e guardaríamos a propriedade de cada material genético ao fim do projeto, para que o produtor possa registrar seu próprio material na conclusão”, argumentou.

De acordo com Rodrigo, o custo estimado do projeto é um investimento de 3 bilhões de reais destinados a estrutura e aos maquinários necessários para o andamento das pesquisas.

O representante da Emater, José de Arimatéia, o governo do Estado este ano arrecadou mais de R$ 30 milhões só com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços graças ao transporte de produções. “A Emater prevê para os próximos anos um aumento no número de hectares plantados e também no número de sacas vendidas”, relatou Arimatéia.

Por fim, a engenheira agrônoma Poliana Perrut fez o uso da palavra representando os viveiristas do Estado. Segundo ela, a maior dificuldade dos produtores é a falta de comunicação entre os órgãos na hora da distribuição do café. “Nós vemos que há um grande esforço do Governo para ajudar os viveiristas, mas ainda existem muitas falhas dentro do próprio sistema de distribuição”, exaltou.

Adelino Follador, ao final da audiência, se prontificou com as demais autoridades do setor agropecuário para ajudar a resolver todas as demandas e falhas vistas no setor de distribuição. “Faremos outras reuniões com demais órgãos para resolver os problemas dessa distribuição que é algo fundamental para o Estado de Rondônia”, concluiu.

 

 

ALE/RO – DECOM –  Isabela Gomes
Foto: Ana Santos e Gilmar de Jesus

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